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P O E M A S
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Exemplo...Doces Lembranças
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Esses poemas estão no link abaixo do meu amigo Amilton. Poemas, que como a mensagem anterior me remeteram a minha infância já perdida no tempo...
EXEMPLO Amilton Maciel Monteiro
Ah! Como sinto o peso da saudade De meus longínquos tempos de criança, Vividos na escassez, é bem verdade, Mas com imenso amor e confiança!
A gente era pobre, e a cidade Nem tinha luz ou mesmo a segurança De algum Doutor. Mas nessa realidade... Aquilo é um sonho em minha lembrança.
O importante é que então vivendo De modo simples, “remendando o pano”, Só com carinho a gente ia crescendo...
A grande fé em Deus nos consolava, Mudava em esperança o desengano... Tal o exemplo que mamãe nos dava!
DOCES LEMBRANÇAS Amilton Maciel Monteiro
A rua principal era uma antiga estrada Que conduzia ao Rio as produções paulistas. E em caminhões de carga xucros motoristas De quando em vez passavam em louca disparada.
Em meio a um poeirão, e à falta de outras pistas, A molecada armava ali sua pelada... E nos degraus de pedra, à beira da calçada, As moças fomentavam poses dos ciclistas...
A rua-estrada era o centro da cidade! Pois se alinhavam nela, a venda, o bar, a Igreja, A Santa Casa, a escola, o clube... e na verdade,
Casebres onde aranhas punham suas teias... E o saudoso “footing”? Por mais não seja, Me corta o coração por ter deixado Areias...
Clique para acessar a página do poeta
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Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 20h38
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Meus oito anos-Casemiro de Abreu
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Foi nessa casinha que eu nasci. UBARANA-SP, abaixo um poema de Casimiro
de Abreu, quanta saudade!( Rivaldo)

Meus oito anos
Casemiro de Abreu
Oh ! Que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras,
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Como são belos os dias
Do despontar da existência!
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é - lago sereno,
O céu - um manto azulado,
O mundo - um sonho dourado,
A vida - um hino d'amor!
Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!
Oh ! dias da minha infância!
Oh ! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!
Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
- Pés descalços, braços nus -
Correndo pelas campinas
À roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!
Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo,
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!
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Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 21h42
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Prossigamos-Bertold Brecht
Prossigamos Bertolt Brecht
Toda via prossigamos!
Seja de que maneira for!
Saiamos a campo para a luta, lutemos, então!
Não vimos já como a crença removeu montanhas?
Não basta então termos descoberto que alguma coisa está sendo ocultada?
Essa cortina que nos aculta isto e aquilo, é preciso arrancá-la!
Sobre o(a) autor(a):
Bertolt Brecht (1898-1956), nascido em Augsburgo. Escritor e dramaturgo alemão, além de grande teórico teatral. Desde menino escrevia poesias de forte conteúdo social. Foi perseguido pelos nazistas pelo seu comunismo militante.
Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 17h46
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Mário Quintana
Mário Quintana
A vida são
Deveres que nós
Trouxemos para
Fazer em casa
Quando se vê já são
Seis horas...
Quando se vê já é
Sexta feira;;;
Quando se vê já é
Natal...
Quando se vê já
Terminou o ano
Quando se vê, não
Sabemos mais por
Onde andam nossos amigos
Quando se vê,
Perdemos o amor da
Nossa vida
Quando se ê,
Passaram-se 50
Anos
Agora, é tarde demais
Para ser reprovado
Se me fosse dado,
Um dia, uma
Oportunidade,
Eu nem olhava o
Relógio
Seguiria sempre e em
Frente e iria.
Jogando pelo
Caminho. A casaca
dourada e inútil das horas
Seguraria todos os meu amigos,
Que já não sei onde e como
Estão e diria
Vocês são extremamente
Importantes para mim
Seguraria o meu amor,
Que está, há muito, à
Minha frente, e diria:
Eu te amo
Dessa forma, eu digo
Não deixe de fazer algo
Que gosta devido à
Falta de tempo.
Não deixe de ter alguém
Ao seu lado, ou de fazer
Algo, por puro medo
Se ser feliz.
A única falta que será, será desse tempo
Que infelizmente
Não voltará mais.
Sobre o(a) autor(a):
Mario de Miranda Quintana, gaúcho da cidade de Alegrete, é o poeta das coisas simples. Despreocupado em relação à crítica, faz poesia porque "sente necessidade", segundo suas próprias palavras.
Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 17h41
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POEMA DA PAZ-Madre Teresa de Calcutá
POEMA DA PAZ Madre Teresa de Calcutá

O dia mais belo? Hoje. A coisa mais fácil? Equivocar-se. O obstáculo maior? O medo. O erro maior? Abandonar-se.
A raiz de todos os males? O egoísmo. A distração mais bela? O trabalho. A pior derrota? O desalento. Os melhores professores? As crianças.
A primeira necessidade? Comunicar-se. O que mais faz feliz? Ser útil aos demais. O mistério maior? A morte. O pior defeito? O mau humor.
A pessoa mais perigosa? A mentirosa. O sentimento pior? O rancor. O presente mais belo? O perdão. O mais imprescindível? O lar.
A estrada mais rápida? O caminho correto. A sensação mais grata? A paz interior. O resguardo mais eficaz? O sorriso. O melhor remédio? O otimismo.
A maior satisfação? O dever cumprido. A força mais potente do mundo? A fé. As pessoas mais necessárias? Os pais. A coisa mais bela de todas? O amor.
Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 21h09
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Poema das sete faces
Poema das setes faces
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus,
pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.
Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus,
se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Carlos Drummond de Andrade
Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 01h11
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Como é por dentro outra pessoa?
Como é por dentro outra pessoa?
Como é por dentro outra pessoa
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Como que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.
Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição de qualquer semelhança
No fundo.
Fernando Pessoa, 1934
FONTE:http://flainandonaweb.blogspot.com/
Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 22h30
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Saudade fumaça?
Saudade fumaça?
(Rivaldo R.Ribeiro)
Toda saudade é fumaça, é bruma, é nevoa seca do inverno, é nuvem, arde aos olhos e as lágrimas correm... Saudade fumaça é um sentimento que bate no coração, mexe com a imaginação, a gente vê distante e imagina o que se passa por lá?
Um tempo que passou, um amor que se foi, uma vida que não volta mais...
Fumaça!!!
Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 22h52
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Ao Desconcerto do Mundo
Ao Desconcerto do Mundo
Autor:Luis Vaz de Camões
Os bons vi sempre passar No mundo graves tormentos; E para mais me espantar, Os maus vi sempre nadar Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim O bem tão mal ordenado, Fui mau, mas fui castigado. Assim que, só para mim, Anda o mundo concertado.
Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 22h46
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O POÇO
O POÇO
Poema de Pablo Neruda
Cais, às vezes, afundas em teu fosso de silêncio, em teu abismo de orgulhosa cólera, e mal consegues voltar, trazendo restos do que achaste pelas profundezas da tua existência.
Meu amor, o que encontras em teu poço fechado? Algas, pântanos, rochas? O que vês, de olhos cegos, rancorosa e ferida?
Não acharás, amor, no poço em que cais o que na altura guardo para ti: um ramo de jasmins todo orvalhado, um beijo mais profundo que esse abismo.
Não me temas, não caias de novo em teu rancor. Sacode a minha palavra que te veio ferir e deixa que ela voe pela janela aberta. Ela voltará a ferir-me sem que tu a dirijas, porque foi carregada com um instante duro e esse instante será desarmado em meu peito.
Radiosa me sorri se minha boca fere. Não sou um pastor doce como em contos de fadas, mas um lenhador que comparte contigo terras, vento e espinhos das montanhas.
Dá-me amor, me sorri e me ajuda a ser bom. Não te firas em mim, seria inútil, não me firas a mim porque te feres.
Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 23h48
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Saudade
Saudade
Autor: Pablo Neruda
Saudade é solidão acompanhada, é quando o amor ainda não foi embora, mas o amado já ... Saudade é amar um passado que ainda não passou, é recusar um presente que nos machuca, é não ver o futuro que nos convida ... Saudade é sentir que existe o que não existe mais ... Saudade é o inferno dos que perderam, é a dor dos que ficaram para trás, é o gosto de morte na boca dos que continuam ... Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade: aquela que nunca amou. E esse é o maior dos sofrimentos: não ter por quem sentir saudades, passar pela vida e não viver. O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido
Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 23h36
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ANTES DE AMAR-TE
ANTES DE AMAR-TE
Pablo Neruda
Antes de amar-te, amor, nada era meu: vacilei pelas ruas e coisas: nada contava nem tinha nome: o mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos, túneis habitados pela lua, hangares cruéis que se despediam, perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo, caído, abandonado e decaído, tudo era inalienavelmente alheio, tudo era dos outros e de ninguém, até que tua beleza e tua pobreza de dádivas encheram o outono.
Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 23h34
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O SONHAR
O sonhar.
Gabriela Ribeiro
É belo o sonhar... É belo o viver... pois o viver é um sonho O sonho da felicidade O sonho do amor Fazer o bem com o sonhar da alegria de um dia poder viver sem dor... A tristeza, as vezes, a gente tenta esquecer pois ela nos machuca por dentro A felicidade... AHHH!!! A felicidade a gente corre atrás! Mesmo que um dia a esperança acabe... Os sonhos estão dentro de nós Nos deixando com um espírito mais leve Viver sonhando... É sonhar com a vida... Bela é a vida cheia de sonhos...
Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 23h20
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COISAS SIMPLES
COISAS SIMPLES Gabriela Ribeiro
O som das palavras quando saem da boca... O som dos pássaros quando saem em busca de um ninho... O som dos instrumentos quando são tocados com amor... O som dos mosquitos atrás de um bocado de açúcar... O som dos cães quando ladram... Das abelhas... Das pessoas quando andam... É... isso é a natureza... Se você ainda não percebeu, Que as coisas mais simples É que fazem a vida melhor?
Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 23h17
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A VIDA
A Vida Gabriela do Amaral Ribeiro.
Nem sei mais o que fazer Nem sei mais para onde olhar Acho que estou perdida Ou tendo alucinações Porque não era assim... Almas solitárias vagam por aí... Em busca da vida... Que logo já será tirada Por um mesmo animal do seu porte A música que é tocada por um conjunto de armas O mesmo tom, o mesmo resultado, tudo é igual por aí. E o resultado sempre é horrível. OH!E as crianças são o futuro do país! ! Essas já com 10 anos de idade já carregam o ódio no coração E uma arma na mão... Gestos de bondade...Só em novela Já ta tudo encenado Misericórdia?...É uma palavra, não uma ação... Sorrisos...Amarelos, é claro. Paz... Está em falta. Sofrimentos... Em alta. Poucos lutam para tudo isso melhorar... Muitos desistem... A escuridão vai tomando conta! Mas eu acho, que sempre, por mais que pequena, Existe um fecho de luz... E não há coração de pedra... Nem sangue azul... Nós que causamos tudo isso... Agora temos que agüentar... Não sei até quando... Mas não podemos só por culpa nos governos.. Nós também somos culpados. E a vida?Vai ser extinta? Ela foi amada, por um dos maiores seres da Terra. Que pregava a justiça, dignidade, paz, amor... E nós pegamos isso e jogamos no lixo... Quem não quer guerra? Nós que a criamos Quem não quer sofrimentos? Nós os criamos... Quem não quer vida? Nós !!! Mas a tiramos de nosso irmão! E a nossa! -0- Esse texto de minha filha adolescente
Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 23h15
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Não sei o que pensar!!
Não sei o que pensar!!
Autoria : Gabriela do Amaral Ribeiro
Planeta por que estas assim? Por que não estas mais alegre? Por que vive chorando pela guerra? Por que o homem mata seu reflexo? Por que a vida não é mais vida? Por que os pássaros agora são poucos? Por que só se ouvem lamentações? Por que esta com tentos problemas? Por que nascestes assim? Por que a morte esta tão perto de todos? Por que não se tem mais saúde? Por que até a água esta escassa? Por que os animais estão fugindo? Por que tem gente que se mata? Por que as coisas são tão difíceis? Por que há tantos roubos? Por que? Por que tem gente que não se preocupa com o próximo? Por que famílias estão desmoronando? Por que Há terremotos? Por que o clima da Terra esta mudando? Por que? Por que há fome? Por que existe armas? Kara!!!! São tantas perguntas que não há respostas.... Mas sempre são vistas como acontecem.. Mas qual a razão???? Ninguém sabe!!!
Esse poema é de minha filha de 15 anos
Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 23h11
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"MENDIGO"
"MENDIGO"
(Rivaldo Roberto Ribeiro - José Bonifácio-SP)
I
Caminhante de si mesmo... Só desperto à sobrevivência: Instinto que a realidade dura não subtrairia... Olhar profundo e distante, Livre por conseqüência... Vítima de seus iguais...
Caminhante de si mesmo... No mais profundo abismo... À deriva e arrancado da sua âncora... E nas vagas ondeantes, velejava sem ânimo, movendo-se conforme o vento...
No horizonte, sozinho já no último plano, Uma imagem confusa que parecia flutuar sobre o calor do asfalto, ia para o destino de um mundo já perdido... De companhia: a lembrança das suas feridas intima. Ninguém? Foi o que vi? Desnudo fiquei... Adormecido!? Acordei...
Seu crime: nunca foi capaz de fazer mal a ninguém, Nunca soube trair, Nunca soube roubar, Nunca soube corromper, Perfeito num mundo imperfeito...
Quem somos, porque não nos reconhecemos? Quando somos arrancados da hipocrisia... E nos mostramos como somos... Fracos e dependentes uns dos outros... Então porque ignoramos a nós mesmos... mesmo abrigados lá estamos e sofremos com isso...
Num momento estamos aqui... E o futuro? Futuro distante da nossa certeza, Que a nossa arrogância encobre nossa fragilidade, Encobre nossa desunião...
II Sinto uma gratidão imensa... Deus quis que eu ficasse do lado de cá, Nem rico , nem pobre, Nem pobre, nem miserável... Mas ancorado em porto seguro...
Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 23h05
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REJEIÇÃO
REJEIÇÃO
(Rivaldo Roberto Ribeiro.).
Ah!... Para que este imenso colo?! Que leva a fascinação os que olham, a serenidade de seus campos, de seus vales e colinas, Se nunca coube o meu corpo franzino, para realizar meus sonhos de menino, de conquistar o meu lugar.
Ah!..Para que este imenso colo?! Se sou o último a receber o teu carinho, E o primeiro a sentir a dor da tua injustiça?
Ignorante não sei escrever a tua língua, Do meu linguajar... Escárnios!!! Cabisbaixo desenho no teu chão, Os meus conflitos e minha liberdade... Dos visitantes você me esconde... Contudo nunca fui um escândalo... Os que te traem? Seus maiores méritos!
Nasci criança como outra qualquer, Brasileirinha!!! Nasci criança como outra qualquer, Com esperança!!! Mas você não quis meu amor; Preferiu largar-me nos atoleiros das ruas. Humilhações e indiferenças me moldaram... A reagir do jeito que podia...E o ódio se, pois a gritar. E você me culpa pela violência, e outros enganos!...
A tua rejeição, o teu castigo transformou-me, Criança brasileirinha...A inocência em loucura. Não sou ninguém, nem vida, nem morte. Mal vestido, mal cheiroso... Sem direitos, caído... Nada contou, apenas um vazio, e tudo se calou...
E o seu coração continuou em silêncio...
Os outros ficaram com a imagem presa na retina... Com a imagem presa no coração... Com a imagem presa na alma... Com a imagem presa nos músculos... E deram as costas e foram para algum lugar...
Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 23h01
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O ULTIMO ARBUSTO
O ULTIMO ARBUSTO
Rivaldo Roberto Ribeiro-(José Bonifácio-SP)
Paz é um sonho remoto, mas é um sonho...
Estamos descrentes dos homens...
Perderam o trilho, a direção, o destino...
Inocentes homens o que eles querem?
Provar o que?
Valentia, esperteza, maldade, revolta...
Provar o que? É grande, mas comporta-se pequeno,
Homens inocentes, não há sorriso em seus rostos,
Não choram... mas não há sorriso em seus rostos,
Escondem o choro, porque não há sorriso em seus rostos,
Inocentes homens... perderam o brilho, a fé, e suas lágrimas já não existem para regar seus corações áridos.
Inocentes homens...matam, mutilam, degradam, humilham, exploram, ludibriam, poluem, devastam. Injustos!
Sempre pedem a Paz, mas nunca a constroem, nunca a cultivam,
Suas sementes são estéreis, esperam que nasçam algo que plantaram com medo de nascer,
Nascendo abranda a disputa, a violência, intolerância, ganância, injustiça...Inteligência?
Homens inocentes, não choram ...mas não há sorriso em seus rostos,
Paz sua semente é a justiça, está mofa, seu gérmen está morto, esqueceram de cultivar...
A colina esta árida e desfalecida, morta a poeira da terra se arrasta sem direção...
O vento traz um canto, os homens ouvem, apontam para o alto um arbusto,
Agora há sorrisos em seus rostos, agora eles choram...
Agora eles regam seus corações áridos e correm todos para o arbusto,
E na sua pequena sombra descansam da terra quente e morta,
Mas agora há sorrisos em seus rostos, agora eles choram,
E juntos na pequena sombra olham uns para os outros, e aponta para o horizonte outro arbusto,
Nascia novamente a esperança, os homens agora choram e há sorriso em seus rostos.
Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 22h58
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Vida
VIDA...
( rivaldo r.ribeiro- jose bonifacio- sp)
A vida é curta..
A vida é curta...
A vida é muito curta...
A vida é curta demais...
A vida é curta, começa e acaba...
A VIDA É CURTA... EH!! QUE VIDA curta...
Então deixa de besteiras, fazendo coisas ruins, veja vida... A vida é muito curta... ENTÃO "CURTA" A VIDA. Curta A VIDA... ELA É MUITO CARA E DURA MUITO POUCO... PARA SER DESPERDIÇADA COM COISAS RUINS... Deus a fez curta... E curta Ele a faz quando nós fazemos coisas ruins...
Então deixe de besteiras...Curtam a vida!!!
Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 22h53
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