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FICÇÃO/CRÔNICAS...
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O MEU AMIGO OSCAR.
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O MEU AMIGO OSCAR.
Rivaldo Roberto Ribeiro
Oi!
Tudo bem? 
Eu tenho um amigo, o Oscar, nunca poderia de deixar de escrever sobre ele. É uma pessoa simples, a sua vidinha se resume em andar pelas ruas com sua bengala, receber a aposentadoria, e sorrir por qualquer coisa...
Eu tenho a honra de ser visitado por ele todas as manhãs no meu trabalho, na hora certinha o Oscar aparece, com o polegar ele faz sinal de positivo. Por causa das dificuldades com a fala pronuncia alguma coisa que às vezes não compreendo, mas damos nossas risadas juntos, eu o considero um dos meus melhores e verdadeiros amigo.
Outro dia ele mostrou um sapato novo que havia comprado, estava muito feliz por isso..
Depois de contar um pouquinho sobre a sua vida, ele se despede, pronunciando a palavra: falou!... E vai embora... Como se tivesse cumprido uma tarefa.
Ele Fica feliz por me ver... Outro dia eu sai de férias... O pessoal disse que quase todos os dias ele perguntava o dia da minha volta..
Pois é, com suas limitações mental e física, ele se mostra feliz, digno, e fiel as suas amizades.
Nós que nos julgamos inteligentes, conhecemos as coisas do mundo, os perigos, vaidades, orgulho, disputas por uma cadeira... Por uma cadeira! Aquelas cadeiras que tem o poder de transformar uma pessoa honesta em... Vocês sabem! Somos felizes?
Quem sabe se fossemos um pouquinho igual ao Oscar, mais humanos como ele, nos faria muito bem...
Infelizmente o seu problema de saúde piorou, suas pernas estão fracas, com desgastes nos joelhos e nos quadris, agora caminha com a ajuda de um andador, imaginem mesmo assim apareceu feliz para mostrar a mim o novo aparelho, disse que seu médico o instruiu a ficar em casa, mas ele se recusa alegando que dessa forma a doença avança.
Tomara que um dia se ele não conseguir mais andar, o meu individualismo fale mais alto e impeça de chegar a minha vez de visitá-lo... Tomara!
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Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 23h18
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Amigos-Vinicius de Moraes
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Amigos
(Vinícius de Moraes)
Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor. Eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários. De como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, trêmulamente construí, e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida. Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo. Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer ... Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando
comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.
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Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 00h22
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Os Cães Lambem os seus companheiros que morrem...
Os Cães Lambem os seus companheiros quando morrem...
(Rivaldo R.Ribeiro-José Bonifácio-SP)
Ainda é criança, mas já trabalha e se esgota ao ponto de seu corpo tomado de estafa adormecer num sono de desmaio. Sua alimentação é sempre de muitas calorias, pois dessa forma suporta as exigências dos patrões no dia a dia, tem que cumprir suas tarefas com destrezas e rapidez, para se livrar do cômodo estigma que acompanha a maioria das pessoas da sua classe social: a preguiça.
Cresce longe das características de uma jovem bonita, seu corpo é disforme pela robustez dos músculos e gordura que se formou ao longo da vida, tímida vê o mundo conformada, foi o que a vida lhe deu: trabalho e uma grande fé em Deus.
Agora adulta o seu coração já havia reclamado várias vezes, ameaçou com uma greve, bateu forte muitas vezes num repique de tamborim, gritou como uma cuíca, o levaram para uma revisão: o diagnóstico seria descanso, novo ritmo de vida, novos alimentos deveriam passar por suas artérias. Assim ele foi ao seu compasso no toque do surdo, era o puxador dos outros órgãos de um corpo, todos dependiam dele, muita responsabilidade para quem nunca tinha dado muita atenção...
Um dia dentro de um centro de saúde ele resolve dar o último aviso, é um coração brasileiro: foi feito para ter paciência. Bate forte novamente, altera a pressão, prende o oxigênio, os outros órgãos protestam, causa um desarranjo no organismo e desequilibra todo o metabolismo, ele pede por socorro: A mulher tímida tenta respirar, geme, apresenta vômitos...os profissionais da saúde ignoram a gravidade daquele momento aplicam passivos os primeiros socorros de rotina: eles não souberam identificar que aquele coração se rebelava, quando o corpo começa a desfalecer uma paciente da sala de espera alerta desesperada para a gravidade do caso, as enfermeiras e o médico de plantão intensificam atendimento, mais é tarde demais...
Isso é um caso entre tantos que nos leva a refletir sobre a Saúde no Brasil, um momento crítico e triste que poderá ocorrer conosco, com alguém que amamos ou com outro ser humano, que em muitos casos isso nada vale: amor ao semelhante.
Reflexão: os animais lambem os seus companheiros quando morrem. ..
Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 18h10
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CONTO DE NATAL: O cabeçinha miúda e os Gibis.
CONTO DE NATAL: O cabeçinha miúda e os Gibis.
 Rivaldo Roberto Ribeiro (José Bonifácio-SP)
As sacolas estavam carregadas de compras, no trânsito os motoristas buzinavam sem parar, os estacionamentos estavam lotados como se não houvesse espaço para mais ninguém, mesmo assim como milagre tudo se movia, as lojas vendiam, as pessoas compravam, o mundo girava. No meio disso tudo um homem caminhava preocupado com o pouco dinheiro que tinha nos bolsos, onde poderia encontrar algo para presentear seu pequeno filho? As lojas eram grande demais, o que ele iria fazer dentro dumas delas? Entrou desconfiado que os outros estivessem desconfiando dele. Os vendedores olhavam para ele sem muita pretensão de alguma venda substancial, respondiam a alguma pergunta com aquele jeito despreocupado sem olhar no seu rosto. Enquanto isso outros clientes que denunciavam boas vendas eram imediatamente atendidos.
Em casa o menino sonhava com papai-noel, presentes, alegria, mas de vez em quando abaixava a cabeçinha miúda, era pequeno ainda, mas ouvia e sentia as dificuldades diárias da família. Esse sonho de natal não podia pertencer a sua vidinha de bolinha de gude, figurinhas, e doces baratos que já estavam causando-lhe caries que no futuro seria outro problema, poderia ficar desdentado e desfigurando a sua aparência de um menino bonito e perfeito.
O homem cabisbaixo e com movimentos tímidos saiu da loja, deu uma ultima olhada nas vitrines e a mercadoria mais barata que ele viu estava muito acima dos seus 5,00 reais. Introspectivo passava em frente de diversos bares e pensava: "a pinga é barata e afoga muitas mágoas do ano que estava no fim, dos favores que fez, do seu comportamento submisso e obediente, e o resultado foi terminar o ano com pouco dinheiro no bolso." E o menino da cabecinha miúda?Sonhava com o papai-noel. Empurrou a nota para o fundo do bolso como se a obrigasse a ficar bem longe de outro destino, continuou andando sem esperança de comprar o presentinho para seu filho.
O menino da cabecinha miúda sempre ficava com os joelhos esfolados ao se arrastar pelo chão brincando com as bolinhas de gude, era um craque nas vizinhanças e sempre tinha as bolinhas mais coloridas que pareciam verdadeiras jóias.
Na praça que o homem sempre atravessa para ir ao trabalho, quantas madrugadas frias, quantas nevoas úmidas, chuvosas, ou deliciosas nos dias calorentos do verão porque ali a brisa corria livre, passava pelos mendigos que dormiam despreocupados, e sempre imaginava qual a diferença de si e eles: são pobres, mas livres.
Naquele dia não tinha ânimo de voltar para casa e enquanto caminhava observava as novidades: eram tantas coisas que nos dias corridos não tinha prestado atenção uma delas foi uma banquinha de jornais e revistas. Parou diante dela, olhou para o proprietário o homem olhou para ele, como sempre ele ficava desconfiado que desconfiassem dele, às vezes dava razões a eles, pois o mundo está cheio de malandros.
Mais adiante numa loja de eletrodomésticos as TVs mostravam todos os canais, noticias, filmes, novelas etc. Num dos canais apresentavam um telejornal e o apresentador dava conta que os deputados haviam aumentado seus salários em quase 91%. E ele trabalhava o mês inteiro, sem faltas, atrasos, obediente, fazia favores e o que recebia estava muito longe daqueles salários e levaria anos para tentar juntar apenas uma pequena parte daquelas, e nos dias de eleições ele chegou a ser importante, todos lembravam dele e dos seus companheiros, pobres como ele. Quantas promessas! Quantas soluções! Ele acreditava mais uma vez que tudo iria mudar, mas percebeu que tudo parecia que continuava no mesmo jeito: teria que ser obediente, fazer favores... Reclamar?Seria considerado criador de casos... Fazer o que? O mundo é assim mesmo, injusto. Conformado foi adiante...
Ali entre os seus devaneios sentiu um puxão forte nas suas calças, olhou e um garotinho lhe disse "moço tem R$1,00? Eu queria comprar uma revistinha de quadrinhos". Naquele momento o homem descobriu o presente para o "cabecinha miúda", pois era dessa forma carinhosa que ele se referia ao seu pequeno filho, tinha R$ 5, 00 daria para comprar 5 revistinhas, iria escolher as melhores histórias, quem sabe não seria o ponto inicial para o futuro do seu filho, poderia despertar nele o gosto pela a leitura.
Voltou à banca de jornais e revistas desconfiando que desconfiassem dele, pois era a segunda vez que estava ali. Ao lado esquerdo havia diversas revistinhas amontoadas e o cartaz avisava R$ 1,00. O jornaleiro aproximou-se com um semblante preocupado: com as bochechas caídas, com cigarro no canto a boca, a testa franzida, passando a mão no nariz com se limpasse alguma coisa. Com certeza passava pela sua mente uma indagação, o que aquele homem pretendia? Assim o homem lhes disse:- "tenho R$ 5,00 e preciso comprar um presente de Natal para meu menino, vou levar cinco dessas revistinhas, por favor, ajuda-me na escolha?".
O jornaleiro comoveu-se com aquele pobre homem, indicou as melhores revistas infantis e de brinde deu-lhe um livro e mais 1 revista. Próximo dali o menino da praça que havia pedido R$1,00 para comprar uma revista olhava para o homem e sorria, o homem se lembrou do seu desejo, desse modo iria presenteá-lo com a revistinha que ganhara de brinde, no entanto quando olhou de novo não havia mais ninguém, procurou pelas redondezas, perguntou a todos, e ninguém soube dizer do menino...
Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 22h40
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O POLÊMICO Texto de despedida de Gabriel Garcia Marquez:
O POLÊMICO Texto de despedida de Gabriel Garcia Marquez:
O emocionante texto de despedida de grande sensibilidade humana atribuído a Gabriel Garcia Marquez,vitima de um câncer linfático em estado terminal, ainda levanta duvidas se realmente ‘e de Marquez.
Sendo que o próprio escritor já negou que seja ele o autor, mostrando-se irritado com a qualidade do texto. Mesmo assim o texto circula pela internet no mundo inteiro. Qual a sua opinião?
Gabriel Garcia Marquez é escritor colombiano nascido em 1928. Autor da obra "Cem Anos de Solidao" que o levou a fama, escrita em 1961. Em 1982, Garcia Marquez recebeu o Nobel de Literatura.
"Se, por um instante, Deus se esquecesse de que sou uma marionete de trapo e me presenteasse com um pedaço de vida, possivelmente não diria tudo o que penso, mas, certamente, pensaria tudo o que digo.
Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam.
Dormiria pouco, sonharia mais, pois sei que a cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz.
Andaria quando os demais parassem, acordaria quando os outros dormem.
Escutaria quando os outros falassem e gozaria um bom sorvete de chocolate.
Se Deus me presenteasse com um pedaço de vida, vestiria simplesmente, me jogaria de bruços no solo, deixando a descoberto não apenas meu corpo, como minha alma.
Deus meu, se eu tivesse um coração, escreveria meu ódio sobre o gelo e esperaria que o sol saísse.
Pintaria com um sonho de Van Gogh sobre estrelas um poema de Mário Benedetti e uma canção de Serrat seria a serenata que ofereceria à Lua.
Regaria as rosas com minhas lágrimas para sentir a dor dos espinhos e o encarnado beijo de suas pétalas.
Deus meu, se eu tivesse um pedaço de vida. Não deixaria passar um só dia sem dizer às gentes - te amo, te amo.
Convenceria cada mulher e cada homem que são os meus favoritos e viveria enamorado do amor.
Aos homens, lhes provaria como estão enganados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saber que envelhecem quando deixam de se apaixonar.
A uma criança, lhe daria asas, mas deixaria que aprendesse a voar sozinha.
Aos velhos ensinaria que a morte não chega com a velhice, mas com o esquecimento.
Tantas coisas aprendi com vocês, os homens...
Aprendi que todo mundo quer viver no cimo da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a escarpa.
Aprendi que quando um recém-nascido aperta com sua pequena mão pela primeira vez o dedo de seu pai, o tem prisioneiro para sempre.
Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se.
São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas, finalmente, não poderão servir muito porque quando me olharem dentro dessa maleta, infelizmente estarei morrendo."
GABRIEL GARCIA MARQUEZ
Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 21h44
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A HISTORIA DOS PEIXINHOS.
(Quando li o texto do Bertold Brecht não resisti escrevi o texto abaixo trazendo a nossa realidade, quase uma cópia. O que vem a traduzir que somos peixinhos a mercê dos tubarões...)
A HISTORIA DOS PEIXINHOS.
(Baseado Se os Tubarões Fossem Homens).
(Bertold Brecht)
(Rivaldo R.Ribeiro.)
No mar os peixes grandes sempre devoram os peixes pequenos, se fosse ao contrário precisaria de apenas de um peixe grande para alimentar um cardume inteiro de peixinhos.
Assim um peixe grande resolveu engordar um cardume de peixinhos, mas até certo ponto, pois temia que eles crescessem e ficassem fortes e inteligentes.
Nesse meio tempo apareceram outros peixes grandes que queriam também devorar os peixinhos, assim resolveram dar grandes festas com muitas musicas para atrai-los, para que ficassem felizes e se esquecessem de suas necessidades, ou cairiam fácil nas goelas destes novos peixes grandes.
No meio disto tudo, todos os peixes grandes começaram a se atacarem numa disputa terrível pela dominação daquela parte do mar. Começaram a formar grupos, cada grupo tinha um peixe maior como líder.
Então os peixinhos ficavam no lodo assustados imaginando qual seria a hora de serem devorados, e por causa deste medo os peixinhos começaram com as desconfianças entre eles, e com isso a brigarem também entre si e se entregando uns aos outros direto na goela do peixe grande.
Um peixinho mais esperto então resolveu fugir e procurar uma solução para que os peixes grandes parassem com aquela covardia de devorar os peixinhos. Ficou dias escondido no meio dos corais até que num momento viu uma baleia, ela poderia ser a salvação, pois era gigantesca e com aquele tamanho todo não conseguiria enxerga-los, além disso com certeza iria afugentar os outros peixes grandes, assim seriam protegidos.
Sua heroína com seu corpo fazia sombras no mar, assim os peixinhos disfarçados se escondiam dos outros peixes grandes, contudo o problema não estaria resolvido porque os peixes grandes resolveram dar uma trégua na suas disputas pois já estavam de olho na baleia, assim se uniram em conchavos achando um meio de tirar a baleia dali, ou uma forma de devora-la. Se isso acontecesse começaria tudo de novo, o peixinho mais esperto pensou... Pensou... E achou a solução: se todos eles se unissem formariam uma grande mancha escura no mar, confundindo e amedrontando os peixes grandes que nunca se atreveriam a atacá-los, pois pensariam que fosse uma outra baleia. Assim os peixes grandes confusos foram embora dali...
Depois disto o peixinho mais esperto convocou todos para uma assembléia, para decidirem se queriam festas de algumas horas ou que solucionassem seus problemas e necessidades em definitivo.
A assembléia foi reunida com muitas discussões, ninguém se entendia, uns queria falar mais alto do que o outro, no meio daquela balburdia toda, o peixinho mais esperto que já não era mais tão peixinho assim, foi chamado por um peixe grande para um acordo, dariam a festa com o dinheiro dos próprios peixinhos sem que eles percebessem. Assim o peixinho mais esperto subiu em cima duma mesa e avisou a todos que seria dada a festa, a gritaria foi geral de apoio a medida.
Foi marcado o dia, fizeram propaganda nos corais, nas carcaças dos navios afundados, todos os peixes ficaram sabendo, os que ficavam protegidos ou não, até outros animais se meteu no meio da festa toda, o dia chegou, os artistas se apresentaram por umas duas horas ou mais, depois pegaram seu dinheiro e foram embora, deixaram o fundo mar com muita sujeira e coisas desarrumadas.
O outro dia chegou... E velha rotina começava tudo de novo, agora os peixinhos mais velhos e os doentes foram aos médicos, um tinha que tratar uma barbatana quebrada, outro uma dor de barriga, outro com o coração um pouco fraco, doenças de todos os tipos foram aparecendo, ai... Assim houve muitos atritos com os peixinhos que ali trabalhavam, que não tinham nada haver com isso, ou tinham? Que por sua vez começaram a culpar os peixes grandes pela falta de recursos.
_Os peixes grandes culpavam todo mundo, falta de recursos, leis a serem cumpridas, enquanto isso muitos peixinhos estavam morrendo ou sofrendo muito, a alegria da festa foi apagada pelas dores, pela fome, pela ignorância dos próprios peixinhos que não souberam compreender o funcionamento dos mares que pode trazer de tudo: desde tubarões a algas venenosas.
Acho que esse texto merece alguns retoques, escrevi as pressas...
Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 23h48
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Se os Tubarões Fossem Homens
Se os Tubarões Fossem Homens Bertold Brecht Se os tubarões fossem homens, eles fariam construir resistentes caixas do mar, para os peixes pequenos com todos os tipos de alimentos dentro, tanto vegetais, quanto animais.
Eles cuidariam para que as caixas tivessem água sempre renovada e adotariam todas as providências sanitárias, cabíveis se por exemplo um peixinho ferisse a barbatana, imediatamente ele faria uma atadura a fim que não morressem antes do tempo.
Para que os peixinhos não ficassem tristonhos, eles dariam cá e lá uma festa aquática, pois os peixes alegres tem gosto melhor que os tristonhos.
Naturalmente também haveria escolas nas grandes caixas, nessas aulas os peixinhos aprenderiam como nadar para a guela dos tubarões.
Eles aprenderiam, por exemplo a usar a geografia, a fim de encontrar os grandes tubarões, deitados preguiçosamente por aí. aula principal seria naturalmente a formação moral dos peixinhos.
Eles seriam ensinados de que o ato mais grandioso e mais belo é o sacrifício alegre de um peixinho, e que todos eles deveriam acreditar nos tubarões, sobretudo quando esses dizem que velam pelo belo futuro dos peixinhos.
Se encucaria nos peixinhos que esse futuro só estaria garantido se aprendessem a obediência.
Antes de tudo os peixinhos deveriam guardar-se antes de qualquer inclinação baixa, materialista, egoísta e marxista e denunciaria imediatamente aos tubarões se qualquer deles manifestasse essas inclinações.
Se os tubarões fossem homens, eles naturalmente fariam guerra entre sí a fim de conquistar caixas de peixes e peixinhos estrangeiros.
As guerras seriam conduzidas pelos seus próprios peixinhos. Eles ensinariam os peixinhos que entre eles os peixinhos de outros tubarões existem gigantescas diferenças, eles anunciariam que os peixinhos são reconhecidamente mudos e calam nas mais diferentes línguas, sendo assim impossível que entendam um ao outro.
Cada peixinho que na guerra matasse alguns peixinhos inimigos
Da outra língua silenciosos, seria condecorado com uma pequena ordem das algas e receberia o título de herói.
Se os tubarões fossem homens, haveria entre eles naturalmente também uma arte, havia belos quadros, nos quais os dentes dos tubarões seriam pintados em vistosas cores e suas guelas seriam representadas como inocentes parques de recreio, nos quais se poderia brincar magnificamente.
Os teatros do fundo do mar mostrariam como os valorosos peixinhos nadam entusiasmados para as guelas dos tubarões.
A música seria tão bela, tão bela que os peixinhos sob seus acordes, a orquestra na frente entrariam em massa para as guelas dos tubarões sonhadores e possuídos pelos mais agradáveis pensamentos .
Também haveria uma religião ali.
Se os tubarões fossem homens, ela ensinaria essa religião e só na barriga dos tubarões é que começaria verdadeiramente a vida.
Ademais, se os tubarões fossem homens, também acabaria a igualdade que hoje existe entre os peixinhos, alguns deles obteriam cargos e seriam postos acima dos outros.
Os que fossem um pouquinho maiores poderiam inclusive comer os menores, isso só seria agradável aos tubarões pois eles mesmos obteriam assim mais constantemente maiores bocados para devorar e os peixinhos maiores que deteriam os cargos valeriam pela ordem entre os peixinhos para que estes chegassem a ser, professores, oficiais, engenheiro da construção de caixas e assim por diante.
Curto e grosso, só então haveria civilização no mar, se os tubarões fossem homens.
Sobre o(a) autor(a): Bertold Brecht (1898-1956), nascido em Augsburgo. Escritor e dramaturgo alemão, além de grande teórico teatral. Desde menino escrevia poesias de forte conteúdo social. Foi perseguido pelos nazistas pelo seu comunismo militante.
Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 23h06
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O Louco
O Louco
Gibran Khalil
Perguntais-me como me tornei louco. Aconteceu assim:
Um dia, muito tempo antes de muitos deuses ter nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas – as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas – e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente gritando: “Ladrões, ladrões, malditos ladrões!”
Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim.
E quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado de uma casa gritou: “É um louco!” Olhei para cima, para vê-lo. O sol beijou pela primeira vez minha face nua.
Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras. E, como num transe, gritei: “Benditos, benditos os ladrões que roubaram minhas máscaras!”
Assim me tornei louco.
E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós.
Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 22h27
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VIDA
VIDA
(Rivaldo R.Ribeiro)
Como é linda essa palavra! Por isso a admiro tanto nas suas manifestações: no verde, nos animais, nas pessoas, na água, no vento, na energia solar.
Ah vida! Se pudesse falar a você tudo que viesse a mente quando te admiro nas paisagens infinitas, nos céus, nas pescarias, em tudo... E minhas palavras te defendesse da morte, eu encheria páginas e páginas de papéis, site, blogs, e-mails para de defender.
Mas como é difícil, os teus inimigos são cheio de ambição e maldade. Ah Vida do verde, dos pássaros, das águas, do mar, de nós!!
Como é difícil defender você...
Vejam meu blog http://aldeia.mundus.zip.net
Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 22h54
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MENSAGEIROS DA PAZ...

MENSAGEIROS DA PAZ, NÃO PERMITAM QUE APAGUEM O ARCO ÍRIS!!!
Os mensageiros da Paz estão tristes... Tombam os fracos e inocentes... Tombam as florestas e o que nelas habitam, Os rios se tornam sangue venoso, o ar em gás letal. Os bons que dispersam dão lugar aos devastadores... Jovens confiantes tapam olhos e ouvidos à sua miséria...
Cidades barulhentas estão desertas, apenas movem-se as máquinas... Palácios fortificados fogem com medo, Fecham-se, se calam, ilhados em si mesmo.
O silêncio soluça no meio da devastação, Os mensageiros da Paz estão tristes e angustiados, Ninguém se importa! Não abaixem a cabeça, continuem insistindo... Não queremos ouvir gritos, desesperos, fome... Não queremos ver planícies vermelhas e movediças, Não queremos ver o céu sem arco íris, Não vamos permitir que apaguem o céu...
Estão tristes quase ninguém se importa com isso, Um dia correrão para vocês atordoados em busca de uma gota de água!!
Ai de ti, devastador que ainda não foste devastado, Salteador que ainda não foste saqueado! Quando acabares de devastar, serás devastado, Quando acabares de saquear, serás saqueado. (Isaias 33,1)
"Meus queridos amigos, meu espírito de luta se deprime, não consigo compreender meus iguais, sinto no coração e na alma uma tristeza funda que quase me paralisa, porque tanta devastação?".
Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 18h24
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DIZER ADEUS...
DIZER A DEUS...
Abri janela e o tempo estava claro, seco e sem nuvens.. O mundo está diferente!!... Muita coisa mudou, outras não existem mais... Esqueci de dizer adeus!!!... Não vejo mais algumas aves, não vejo tantas flores e florestas... Não vejo os fins de tarde com lindos cúmulos de nuvens...
Vamos dizer adeus às abelhas, as borboletas, aos beija flores, aos rios, aos anjos...as flores Porque não adianta mais reclamar, denunciar, eles não ouvem... Somos da paz, e a paz eles não ouvem... Falar de amor à natureza para alguns parece esquisitice... Não sabem o caminho, tomam trilhas incertas...
Estou triste! Não sei se isso importa a alguém... Com certeza não, ninguém se importa! Não vamos conseguir salvar a natureza... Ela já chora desesperada, é queimada junto com seus filhos. Só nos resta dizer adeus ao planetinha Terra, ele morre... E todos negam um ultimo abraço, estender as mãos. Ninguém se importa com os animais assustados, queimados, expulsos dos campos que sempre habitaram.
Ninguém se importa!!...
Só nos resta dizer adeus ao mundo maravilhoso que existiu...
Se alguém ler este texto, não tive tempo de revisá-lo... se é que sei fazer isso, escrevo apenas... nesse momento foi o que senti...
Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 18h14
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Somos como as plantas...
Somos como as plantas, não somos verdes, mas somos como as plantas.
Quando nascemos somos como as sementes das plantas, que depois de germinadas sempre procuram a luz.
Às vezes quando elas nascem num canto qualquer, debaixo de um tronco, algo que as impeçam de crescer, elas vão ficando fininhas, se esticando, esticando, dando voltas, serpenteando, até encontrar o caminho da luz...E a sua folhinha verde se abre para o sol, para a luz.
Somos como as plantas, as plantas são como nós, os animais e nós somos como todos, somos todos um.
Pertecemos ao mesmo organismo vivo, vivemos no mesmo seio quente da mãe Terra, somos natureza e pisamos nela, poluimos ela, tocamos fogo nela.
Mas nao devemos esquecer a vida precisa da luz, ela procura a luz do sol e a luz espiritual....
Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 17h15
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O menorzinho...
O menorzinho da turma.
Havia um menino que era o menor da sua turma, já no primeiro dia de aulas ele já sentiu as primeiras dificuldades, a primeira era enxergar o quadro negro, pois a sua frente os meninos maiores interrompiam a sua visão. Quando eles saíram para o recreio todos correram para as merendas aos solavancos e empurrões. O menino menorzinho quase que ficou sem o seu lanche, nos minutos que restou do recreio ele corria pra cá e para lá, alegre como um passarinho solto na floresta, mas todos não o aceitavam porque não conseguia alcançar a bola, e os outros meninos maiores sempre o derrubava e não tinha graça. ..
Seu Nôno, inspetor de alunos observou que aquele menino queria brincar, mas não conseguia porque era o menorzinho da escola, e notou que seu maior problema e que ele era o menor, então resolveu conversar com ele para aumentar seu ânimo.
- Hei menino, venha cá que eu vou contar-te uma historinha. Disse seu Nono.
- Certa vez houve um incêndio num galinheiro que foi um deus nos acuda, tudo estava trancado e iria morrer todo mundo queimado, mas ocorreu que havia um franguinho menor que conseguiu escapar por um buraco perto da porta, e já pelo lado de fora ergueu a fechadura, e todos se salvaram...
O menino ouviu em silencio aquela pequena história, o seu Nôno desconfiado que menino não houvesse entendido, deu outros exemplos que o tamanho das pessoas pode influir às vezes de forma decisiva na resolução de alguns problemas, tanto os maiores como os menores são úteis e indispensáveis para engrenagem humana funcionem.
Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 17h12
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O cabeçinha miúda e os Gibis.
CONTO DE NATAL: O cabeçinha miúda e os Gibis.
 Rivaldo Roberto Ribeiro (José Bonifácio-SP)
As sacolas estavam carregadas de compras, no trânsito os motoristas buzinavam sem parar, os estacionamentos estavam lotados como se não houvesse espaço para mais ninguém, mesmo assim como milagre tudo se movia, as lojas vendiam, as pessoas compravam, o mundo girava. No meio disso tudo um homem caminhava preocupado com o pouco dinheiro que tinha nos bolsos, onde poderia encontrar algo para presentear seu pequeno filho? As lojas eram grande demais, o que ele iria fazer dentro dumas delas? Entrou desconfiado que os outros estivessem desconfiando dele. Os vendedores olhavam para ele sem muita pretensão de alguma venda substancial, respondiam a alguma pergunta com aquele jeito despreocupado sem olhar no seu rosto. Enquanto isso outros clientes que denunciavam boas vendas eram imediatamente atendidos.
Em casa o menino sonhava com papai-noel, presentes, alegria, mas de vez em quando abaixava a cabeçinha miúda, era pequeno ainda, mas ouvia e sentia as dificuldades diárias da família. Esse sonho de natal não podia pertencer a sua vidinha de bolinha de gude, figurinhas, e doces baratos que já estavam causando-lhe caries que no futuro seria outro problema, poderia ficar desdentado e desfigurando a sua aparência de um menino bonito e perfeito.
O homem cabisbaixo e com movimentos tímidos saiu da loja, deu uma ultima olhada nas vitrines e a mercadoria mais barata que ele viu estava muito acima dos seus 5,00 reais. Introspectivo passava em frente de diversos bares e pensava: "a pinga é barata e afoga muitas mágoas do ano que estava no fim, dos favores que fez, do seu comportamento submisso e obediente, e o resultado foi terminar o ano com pouco dinheiro no bolso." E o menino da cabecinha miúda?Sonhava com o papai-noel. Empurrou a nota para o fundo do bolso como se a obrigasse a ficar bem longe de outro destino, continuou andando sem esperança de comprar o presentinho para seu filho.
O menino da cabecinha miúda sempre ficava com os joelhos esfolados ao se arrastar pelo chão brincando com as bolinhas de gude, era um craque nas vizinhanças e sempre tinha as bolinhas mais coloridas que pareciam verdadeiras jóias.
Na praça que o homem sempre atravessa para ir ao trabalho, quantas madrugadas frias, quantas nevoas úmidas, chuvosas, ou deliciosas nos dias calorentos do verão porque ali a brisa corria livre, passava pelos mendigos que dormiam despreocupados, e sempre imaginava qual a diferença de si e eles: são pobres, mas livres.
Naquele dia não tinha ânimo de voltar para casa e enquanto caminhava observava as novidades: eram tantas coisas que nos dias corridos não tinha prestado atenção uma delas foi uma banquinha de jornais e revistas. Parou diante dela, olhou para o proprietário o homem olhou para ele, como sempre ele ficava desconfiado que desconfiassem dele, às vezes dava razões a eles, pois o mundo está cheio de malandros.
Mais adiante numa loja de eletrodomésticos as TVs mostravam todos os canais, noticias, filmes, novelas etc. Num dos canais apresentavam um telejornal e o apresentador dava conta que os deputados haviam aumentado seus salários em quase 91%. E ele trabalhava o mês inteiro, sem faltas, atrasos, obediente, fazia favores e o que recebia estava muito longe daqueles salários e levaria anos para tentar juntar apenas uma pequena parte daquelas, e nos dias de eleições ele chegou a ser importante, todos lembravam dele e dos seus companheiros, pobres como ele. Quantas promessas! Quantas soluções! Ele acreditava mais uma vez que tudo iria mudar, mas percebeu que tudo parecia que continuava no mesmo jeito: teria que ser obediente, fazer favores... Reclamar?Seria considerado criador de casos... Fazer o que? O mundo é assim mesmo, injusto. Conformado foi adiante...
Ali entre os seus devaneios sentiu um puxão forte nas suas calças, olhou e um garotinho lhe disse "moço tem R$1,00? Eu queria comprar uma revistinha de quadrinhos". Naquele momento o homem descobriu o presente para o "cabecinha miúda", pois era dessa forma carinhosa que ele se referia ao seu pequeno filho, tinha R$ 5, 00 daria para comprar 5 revistinhas, iria escolher as melhores histórias, quem sabe não seria o ponto inicial para o futuro do seu filho, poderia despertar nele o gosto pela a leitura.
Voltou à banca de jornais e revistas desconfiando que desconfiassem dele, pois era a segunda vez que estava ali. Ao lado esquerdo havia diversas revistinhas amontoadas e o cartaz avisava R$ 1,00. O jornaleiro aproximou-se com um semblante preocupado: com as bochechas caídas, com cigarro no canto a boca, a testa franzida, passando a mão no nariz com se limpasse alguma coisa. Com certeza passava pela sua mente uma indagação, o que aquele homem pretendia? Assim o homem lhes disse:- "tenho R$ 5,00 e preciso comprar um presente de Natal para meu menino, vou levar cinco dessas revistinhas, por favor, ajuda-me na escolha?".
O jornaleiro comoveu-se com aquele pobre homem, indicou as melhores revistas infantis e de brinde deu-lhe um livro e mais 1 revista. Próximo dali o menino da praça que havia pedido R$1,00 para comprar uma revista olhava para o homem e sorria, o homem se lembrou do seu desejo desse modo iria presenteá-lo com a revistinha que ganhara de brinde, no entanto quando olhou de novo não havia mais ninguém, procurou pelas redondezas, perguntou a todos, e ninguém soube dizer do menino...
Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 17h09
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ATRAPALHAÇÕES...
ATRAPALHAÇÕES E PREOCUPAÇÕES. (Rivaldo R.Ribeiro)
Ainda estou na cama e isto coloca a memória funcionando... Ou será que não foi? Eu sou hoje um homem tão cheio de dúvidas. Não sei mesmo se fechei as portas e com isso não consigo dormir, chego até a sentir um peso no meu coração. Eu preciso dormir. Vejamos: na porta da varanda, ao checar o trinco eu fiz ploc-ploc com a língua contra os lábios.
Fico preocupado com uma coisa, minha mulher sempre deixa a luz ligada da varanda quando meu filho sai para as baladas, eu sempre desligo, umas vezes é de pirraça, outras vezes é por causa da conta de energia, outras vezes por distração, mas isso implica na segurança dele, olho o teto do quarto e viro para o canto, ouço os barulhos da noite, parece meu filho que está chegando, não é... calço as sandálias vou para a cozinha tomar um copo de água, a luz da varanda está desligada, vou indo para o quarto novamente para tentar dormir, mas a luz da varanda está desligada, e quando meu filho chegar? Alguém poderá esconder no escuro e agarra-lo de surpresa, volto e bato a mão no interruptor e ligo a luz da varanda, e volto para o quarto para dormir, minha esposa resmunga, e pergunta se desliguei a luz da varanda, e respondo que não desliguei e sim que liguei...
A noite vai passando e meu filho não chega do baile, já é muito tempo que a luz está ligada, fico preocupado com a conta de energia, fico preocupado com ele na rua até àquelas horas, fico preocupado com dia que ainda no chegou, porque ainda não consegui dormir.
Meu cachorro late estranho, nunca o ouvi latir daquela forma, acordei minha esposa, preocupado com o latido do cão, e ela disse que ele estava latindo como todos os dias, eu é que estava ficando doido- " fique quieto e dorme" , disse ela. E novamente perguntou se eu não havia desligado a luz, e se nosso filho não havia chegado, eu disse que não, uma resposta para as duas perguntas...
A minha memória começa já a trabalhar nas coisas do dia seguinte, ainda não consegui descansar, e amanha será um dia duro, de muito trabalho, tenho que fazer isto e aquilo, o escritório está uma bagunça, não fiz o relatório que o chefe pediu, haverá muitas entregas e tenho de preencher muitas notas fiscais, atender os pedidos, etc.Levanto novamente, e lembro do trinco da porta da varanda, será que meu filho levou uma chave, contudo não lembro se tranquei a porta, e agora estou em duvidas se liguei ou desliguei a luz, fui até a varanda a luz estava desligada, e quando liguei novamente a luz notei que moto do meu filho estava lá no lugar dela, e voltei ao seu quarto e para minha surpresa ele também já estava dormindo, pelo jeito há tempos, pois já roncava com seu ronco jovem, ai descobri que minha memória me traia novamente, estava preocupado com o dia seguinte, mas tinha me esquecido que seria domingo.
Voltei ao quarto, larguei-me na cama, só confirmei a pergunta da minha esposa, sim o nosso filho chegou... e adormeci o resto da noite sem nenhuma possibilidade de sonhos...
Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 17h00
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Viajar entre os mundos...
Viajar entre os mundos, as estrelas...
Rivaldo R.Ribeiro
Um dia, eu estava olhando para as estrelas e imaginando sobre os mundos do universo, em cada pontinho de luz a milhões de anos luz da terra, o que será que existe por lá, ou existiu?
Gostaria de viajar entre os mundos, de estrela em estrela, conhecer além do meu pequeno espaço as maravilhas criadas por Deus.
O meu pequeno espaço que em certos momentos parece gigantesco, porque ergo fronteiras do egoísmo, da indiferença, da falta de amor que muitas vezes sinto, porque sou falho e incompleto.
Mas Deus nunca viu isso em mim, Ele acha que sou perfeito, Sua misericórdia perdoa todos meus pecados, minhas falhas, mesmo nos momentos que não penso Nele. Porque são momentos que estou com meus pensamentos em outros lugares, nas minhas ambições do meu pequeno espaço, e esqueço da Suas estrelas do Seu universo, da Sua natureza, do Seu grande amor que nos dá de presente todos os dias, quando o sol nasce para um novo dia.
Como eu gostaria de andar entre os mundos!!! Talvez quem sabe encontrar-me com Ele, abraçar e agradecer por tudo, pedir perdão por mim e pelos outros... mas não posso, nada poderia viajar em cada planeta, em cada estrela ou galáxia no espaço infinito... num passeio fantástico...
Ah! Mas Ele nos deu uma coisa poderosa que substitui qualquer coisa que poderia viajar entre os mundos, para que viaje entre as estrelas e admire o Seu mundo, Ele nos colocou dentro da nossa alma, algo lindo e perfeito e de muito poder, e com isso eu posso viajar entre os mundos, o meu mundo interior e meu universo exterior: a minha Fé e Esperança Nele.
Obrigado Pai...
Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 16h57
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PEQUENA HISTÓRIA DUM IDOSO"
PEQUENA HISTÓRIA DUM IDOSO"
Rivaldo Roberto Ribeiro
Segunda-feira, o tempo está nublado e cinzento, parecia que não ia chover muito, mas caia uma garoa fria e intermitente. Depois de cumprir na vida com suas obrigações, caminhante deste mundo a tempos, Berto está sentado num banco daquele café, observando todos que passavam, via neles seu passado de sonhos, via neles uma indiferença egoísta cada um com a cobiça de alcançar fortunas e sucesso, que com certeza não chegarão a todos. Melancólico, só restava a saudade das crianças e da sua juventude...
Mas Berto sempre foi um homem que questionava a vida e seu sentido, assim resolve que seria um velho alegre e feliz. Tinha sabedoria, sabia contar muitas estórias para os netos, iria realizar algumas travessuras, pois a idade lhe permitia isso. Pegou o guarda-chuva e foi caminhando com cuidado lembrando das recomendações de sua esposa, "se quebrar algum osso, meu velho nessa idade é difícil de se ajeitar", pois a rua parecia lisa. Era a primeira Segunda - feira que não tinha para aonde ir... Voltou para casa.
A sua mão traduzia uma vida dura e honesta, com calos e cicatrizes, que atestavam os seus esforços na tentativa duma vida melhor a si e aos seus, hoje um sobrevivente herói na construção dum país que às vezes não o reconhece, ficar doente? O SUS assusta...
Sua mão deformada com nós nos dedos pelo esforço é comovente (...), quando ele com um gesto lento passou sobre a boca o polegar curvo, que tantas vezes usou como alicate, anos de arrebatamento e trabalho, do cansaço e por fim a sonolência da tarde.
Agora não se pode exigir do seu corpo a juventude, a sua coluna já curva e pouco móvel não sustenta o seu peso como antes. Seus olhos perdem o brilho e exige o auxílio das lentes. O ouvido perde a sua sensibilidade e a saliva diminui comprometendo a digestão. A musculatura enfraquece e diversos outros órgãos funcionam com mais dificuldades. A sua identidade se revela na sua pele mais escura e com as rugas, e seus cabelos brancos denunciam a sua sabedoria e o pecúlio do espírito humano.
Berto sempre fez das suas narrativas aos mais jovens como se estivesse pedindo perdão pela sua velhice. Contava sempre que ajudou a construir o hospital da cidade, o clube, a igreja, aquela ponte, a escola etc. Desconfiado da falta de crédito, afirmava que tinha fotografias, evitando assim a descrença ou o sarcasmo dos ouvintes.
Numa dessas reuniões familiares, Berto ouve da sala da frente que é bem pequena, sua esposa Dona Vitória, com sua voz doce e conciliadora sendo entrevistada pelos seus netos. Curiosos como todas as crianças, queriam saber sobre tudo. Dona Vitória com seu jeito envolvente, sua paciência, seu carinho maternal de vó, respondia a todas as perguntas que eram disparadas sem parar. No meio daquela balbúrdia, aproveitava a oportunidade para ressaltar seus exemplos quando menina: de obediência, seus valores morais e religiosos, o respeito que foi dispensado as seus pais e mestres, e principalmente aos mais velhos. Qualidades que hoje lhe rende um carinho especial da sociedade local. Berto, com a vista turva descobria que o tédio das horas constantes terminara, e o sentido do resto da sua vida estava ali na sua frente..., Tinha uma família maravilhosa..., afastou-se com os passos lentos e macios, e começou a planejar a sua primeira travessura, iria encher algumas bexigas coloridas, comprar um saco de balas, convocar os netos e bagunçar a casa, e com isso já matutava alguma desculpa a um possível protesto de Dona Vitória...
Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 23h12
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O confeiteiro.
O confeiteiro. Rivaldo Roberto Ribeiro
Um confeiteiro recém formado resolveu fazer um bolo, juntou todos os ingredientes e mão na massa, convidou alguns "amigos" para provar sua primeira criação, que no seu próprio julgamento seria uma obra prima e com certeza todos iriam gostar.
Porem ele era uma pessoa muito dificil, e todos sabiam disto e nunca iriam dizer realmente se o bolo estava bom ou ruim, nunca iriam critica-lo por causa do seu temperamento, que poderia ter uma reação imprevisível e jogar o bolo em cima das pessoas ali presente.
Assim todos foram provar o bolo, digo provar por uma questão de elucidar aquele momento, porque não seria uma prova, porque todos já saberiam que só poderiam dizer que o bolo estava ótimo e maravilhoso. Realmente a sua aparência era esplêndida: coberto com chantilly em flocos, uma delícia! Mas na hora de come-lo...Bah! Argh! Horrível.
Todos se olhavam e diziam "este bolo está uma delicia", o confeiteiro no alto de sua confiança acreditou na sua verdade, que ele seria o maior confeiteiro nas redondezas e poderia ganhar dinheiro com isso ou um bom emprego.
E foi a luta, o primeiro teste seria na padaria mais conceituada da cidade, entrou pisando firme olhando os outros confeiteiros com desdém, nunca ninguém conseguiria confeccionar um bolo como o dele..., Os seus "amigos" já tinham provado e aprovado com louvor, ninguém ousou criticar, e lá foi ele, pegou os ingredientes, e confeccionou o bolo do teste, afastou-se um metro ou coisa assim e com o peito inflado olhava por cima, com a certeza de que proprietária daquela padaria não teria dúvidas: seria ele o escolhido.
No final do teste, apresentado os concorrentes uns aos outros, e tudo mais, foi proclamado o vencedor: seria o Sr. Quintino, a surpresa desmoronou o confeiteiro que não aceitou o resultado. Assim furioso se propôs a confeccionar seus próprios bolos, porem foi um desastre, todos com variadas desculpas esfarrapadas tais como: dietas de emagrecimento, ou alguma enfermidade recusaram a comprar o bolo do confeiteiro.O Sr. Quintino continuava na padaria confeccionando bolos, com freguesia certa...
Foi quando o confeiteiro entendeu que seus "amigos" com receio omitiram a verdade, e como isso ele alimentou fantasias que nem sempre funciona; ao contrário pode ser revelar uma calamidade.
Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 22h35
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VIOLÊNCIA:DESARMEM OS ESPÍRITOS
VIOLÊNCIA:DESARMEM OS ESPÍRITOS
Rivaldo R. Ribeiro "Um velho índio descreveu certa vez: Dentro de mim, existem dois cachorros, um deles é cruel e mau, o outro muito bom. Os dois estão sempre brigando. Quando perguntaram qual dos cachorros ganharia a briga, o sábio índio parou, refletiu e respondeu: - aquele que alimento."
Devemos pensar mais como seres humanos e não apenas só no que nos divide, infelizmente muitos usam sua inteligência para isso: em arquitetar métodos para ferir o outro de todas as formas, e isto resulta em mais sofrimento, medo, desconfiança e divisões. Todos queremos a paz e a felicidade, todos trabalham com esse objetivo. Estamos num grande estado de avanço na ciência e tecnologia, e no entanto estamos nos tornando superficiais na convivência fraterna, no progresso interior e nos esquecendo da nossa saúde espiritual, estamos nos queixando da violência, no declínio da moralidade, porem qual a nossa colaboração para que isso se resolva, se estamos inclinados apenas ao exterior e na ostentação materialista e no patrocínio da desigualdade, desrespeitando até os direitos de sobrevivência de outras pessoas, são queixas injustificadas pois são queixas das conseqüências de nossas próprias ações desumanas.
A violência tornou-se num tumor social, células que estão se dividindo e multiplicando a cada dia e lançando profundas raízes , que foram criadas por atos que convergiram numa fonte insaciável de desamor.A pratica do amor não é coisa fácil porque ele é abstrato, e encontra uma forte resistência no orgulho, na mentira, na vaidade,na ganância, na avareza, e na falta de humildade. Ser amoroso não é ser subserviente como muitos pensam, pelo contrário é uma luta aguerrida contra os distúrbios que provocam a violência. Jesus Cristo nos mostrou isso quando enfrentou seus opositores na sua pregação , depois se permitiu ser flagelado e pregado na cruz para convencer e transmitir ao mundo a verdade deste amor, imaginem se fosse ao contrário...seria vencido e não mudaria o mundo.
Vê como é difícil a pratica do amor, tem-se que ter coragem, porque todos queixam da violência mas não querem o amor.
Vou contar-lhes uma pequena historia verídica: Num determinado dia apareceu um furúnculo numa das nádegas de um trabalhador rural, no seu trabalho tinha que andar a cavalo mas a dor era de tal maneira que se tornava impossível e muito doloroso, porem o patrão não entendeu pois ele próprio nada sentia e não se compadeceu, o rapaz continuou a andar a cavalo até certo ponto, e no fim da tarde se arriscou a ficar desempregado e pediu demissão, mas como Deus fecha uma porta e abre outra, hoje ele tem um trabalho melhor e um patrão que o respeita e lhe dá o verdadeiro valor. A paz é fruto da justiça, profeta Isaias. 32,17.
O primeiro patrão nada colaborou com objetivo da paz e não tem direito de reclamar, foi irracional, usou a lei do bruto, foi indigno de sua espécie e tirano, pois provocou raiva, sentimento de abandono a este empregado que poderia tornar-se violento com a injustiça, porem o segundo patrão restabeleceu o sua autoestima, a confiança, e colaborou para que mais uma célula deste corpo social ficasse sadia, tornando-se uma unidade essencial para agregação do homem.
Armamos nossos espíritos com intrigas, rasteiras, injustiças, desconfianças, covardias, insultos,intolerância,calúnias, o que vocês acham o que vai acontecer , a PAZ???
O conceito de Paz está na consciência de cada um e ações, contudo são sementes que plantadas podem nascer espinhos mortais ou flores, quando nascem espinhos são difíceis de extirpar e prejudicam a todos, no entanto as flores com sua delicadeza e perfume mesmo que caiam algumas, atrairão os mais felizes , anunciarão a primavera e produzirão frutos.
Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 22h21
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"DE MÃOS DADAS"
"DE MÃOS DADAS" Rivaldo R Ribeiro Parece que foi ontem, nós ainda jovens sentimos num momento que era impossível um ficar sem o outro. Olhávamos a nossa frente: um longo caminho que teríamos que enfrentar. O casamento veio com uma linda esperança de felicidade, e atrás dos sonhos em comum seguimos em frente, numa busca incessante.
Já se passaram curtos 24 anos de convivência, você soube compreender meus conflitos, aceitou-me do jeito que sou. Hoje olhando para trás, nossos dias, meses e anos foram belos porque foram vencidos, com certeza nossos elos foram ligados por Deus, e com ajuda DELE superamos e superaremos tudo...
Você se tornou o esteio no nosso lar, uma mansão de oito cômodos. Sempre olha nossos filhos já adolescentes com a magia do seu amor, com um ritual sintonizado com sua fé, sua benção, sua energia amorosa, tornando-se uma mãe querida e protetora...
Quando eu estou errado, você mostra o certo. Quando vacilo alheio as coisas, abre-me os olhos. Quando me falta fé, você não deixa Deus esquecer de mim nas suas orações, que quantas vezes vi silenciosa de joelhos no nosso quarto pedindo a nossa proteção. Sempre a meu lado transforma sonhos possíveis em realidade.Minhas asas são seu amor. Me ajuda a ser bom. Me ensina a ser honesto. A meu cansaço, a minha fadiga, o seu aceno renovador.A meu nervosismo a sua calma. As minhas angustias, o seu ouvido. A minhas idéias tristes e deprimentes, seu sentimento positivo. Quando a luz do dia chega é a primeira voz que ouço.
Hoje, olhamos para nossos filhos, pedindo as bênçãos de Deus para que encontrem nos seus caminhos alguém que também de mãos dadas com eles, os compreende e os amem, caminhem para o futuro e lá cheguem como nós felizes. É certo que ainda temos muito caminho a nossa frente, agora juntos com eles, a família maior, o amor maior, as esperanças maiores, assim olhamos à frente num ponto qualquer no futuro, e juntos procuraremos nos nossos instantes perdidos, que durante a nossa vida por inexperiência deixaram de ser aproveitados, que agora iremos ensinar a eles.
Uma homenagem a minha esposa, e mãe querida, JACIRA (FIA).
Escrito por Rivaldo R. Ribeiro às 22h17
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A T E C E L Ã,Minha esposa
A T E C E L Ã,Minha esposaRivaldo R. Ribeiro
Uma artista que não assina suas obras está sentada com um semblante de sonhos e sono tecendo na sala. De forma improvisada com sua agulha como se fosse uma varinha de condão entrelaça os fios de algodão como se fossem fios de ouro, criando trabalhos em forma de folhas, flores, animais, e formas geométricas que serão recompensados com pouca esperança de valores materiais, mas se sente feliz em ver a sua obra terminada, como toalhas, cortinas, tapetes, almofadas etc.
Na loja, o novelo de barbante inerte calado, não imagina no que será transformado quando desce das prateleiras e vai para as mãos da tecelã. Não será mais usado para amarrar pacotes, sabe-se lá com o que dentro. Será transformado na beleza, admirado, enfeitar os ambientes, preencher os vazios, com as formas que a tecelã já imagina em criar, que tantas vezes sem medir esforços acorda bem cedo quando o sol ainda se mexe devagar com o rosto no travesseiro, para que as suas inspirações cheguem mais nítidas, e às vezes sofre por não saberem reconhecer o seu esforço.
-Nossa mãe!...A primeira voz que a tecelã ouve, é sua filha que é já uma poderosa força vital feminina que acorda. Nossa mãe! Que lindo... Este é nosso? A tecelã respondeu que sim... Porém...
Em tempos difíceis a tecelã recorre a força de suas orações e de porta em porta expõe seu trabalho da melhor forma possível, muitas vezes a olhos que nada vêem e não imaginam a profunda fé e esperança que ela depositou naquele trabalho, pois será impalpável esta fragrância divina, mas ela não desiste... Seu caminho é aquele... Logo a frente encontra olhos que enxergam claramente a autenticidade de sua criação...
De volta para casa, a amiga da vida duplica sua alegria com seu sorriso cativante, irá comprar outro novelo de barbante que será transformado em outra obra de arte, e salvo do destino de amarrar embrulhos e pacotes, mas agora é outro momento, deixa a agulha de lado que irá descansar de seu balé, assim volta para seus sonhos: preparar os filhos para irem a escola...
A tecelã não imagina que no seu modo simples e batalhador, é u |
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